Valor Econômico – 11/09/2017

O maior impacto da inteligência artificial no mundo real (IA) está acontecendo numa esfera bastante prosaica: a burocracia.

Setores extremamente regulamentados, como telecomunicações, bancos e seguros, são aqueles onde verifica-se a maior adoção de IA – que inclui técnicas como máquinas capazes de aprender (“machine learning”) -, segundo pesquisas realizadas em mil organizações em nove países pela consultoria Capgemini.

O setor de telecomunicações encabeça a lista, com adoção da ordem de 49%, à frente de 36% por parte do setor bancário e de 31% pelas companhias seguradoras.

“A surpresa para nós é que muitas empresas com quem trabalhamos estão focadas no uso de IA para atacar problemas complexos, como o desenvolvimento de novos produtos, mas esquecem-se do que está ao alcance da mão, capaz de produzir vantagens imediatas, como eliminação de burocracia e conformidade regulamentar”, diz Ron Tolido, diretor de tecnologia da Capgemini.

Um sistema de IA no J.P. Morgan interpreta 12 mil novos contratos de empréstimos comerciais por ano, reduzindo consideravelmente as 360 mil horas gastas por advogados e analistas de crédito. De acordo com a empresa, há significativamente menos erros nos processos administrativos relacionados com empréstimos, muitos dos quais originados por erro humano – e o sistema pode checar documentos complexos em segundos.

Seguradoras estão usando “machine learning” para acelerar o pagamento de seguros. Um sistema dispensa a intervenção humana e encurta de 15 dias para três o tempo médio para o pagamento de um seguro.

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